Mãe diz reconhecer corpo do filho em exposição anatómica em Las Vegas, mas versão é contestada

Mãe diz reconhecer corpo do filho em exposição anatómica em Las Vegas, mas versão é contestada

Empresa responsável nega ligação e checagens nos EUA apontam falhas na linha do tempo do caso

Uma mulher afirmou ter reconhecido o corpo do próprio filho ao ver imagens relacionadas com uma exposição pública de anatomia em Las Vegas, nos Estados Unidos da América. Segundo o seu testemunho, a identificação foi feita com base em características físicas observadas no exemplar exposto ao público, levando-a a exigir explicações sobre a origem do corpo.

De acordo com o relato, a família nunca teria sido informada de qualquer doação ou cedência do corpo e desconhecia que este pudesse ter sido submetido a plastinação, técnica utilizada para preservar cadáveres humanos para fins científicos e educativos em exposições anatómicas.

O caso ganhou ampla repercussão nas redes sociais e em alguns meios de comunicação social, reacendendo debates sobre consentimento familiar, rastreabilidade de corpos humanos e os limites éticos deste tipo de mostras abertas ao público.

No entanto, verificações independentes publicadas nos Estados Unidos colocaram a narrativa em causa. As análises identificam inconsistências relevantes, sobretudo no que diz respeito à cronologia dos factos.

Registos e imagens disponíveis associam o exemplar em causa a exposições realizadas anos antes das datas indicadas pela mãe. Há também divergências quanto ao ano da morte do jovem e ao destino oficial do seu corpo, segundo dados documentais consultados.

A empresa responsável pela exposição reagiu através de um comunicado público, afirmando que não existe qualquer base factual para associar o exemplar exibido à pessoa mencionada. Segundo a organização, o corpo referido estaria em exibição há muitos anos, o que tornaria impossível a identificação dentro do enquadramento temporal apresentado.

Apesar das contradições apontadas pelas checagens, o episódio continua a gerar debate público, levantando questões sensíveis sobre transparência, ética e fiscalização no uso de corpos humanos em exposições científicas e comerciais.